domingo, 21 de setembro de 2014

CIMENTO NO MUNDO


CIMENTO NO MUNDO


Panorama mundial.

A indústria de cimento está distribuída por quase todos os países do mundo, com atuação marcante tanto de empresas locais como de grandes grupos internacionais integrados e com desempenho global. A indústria sistematicamente implanta novas unidades  integradas, com investimentos situando-se em torno de US$ 150,00/t/ano de clínquer, englobando somente equipamentos e construção, não sendo computados terrenos, jazidas e capital operacional. No total, o investimento situa-se entre  US$ 180,00 e US$ 200,00/ton/ano de cimento ou clínquer.

A produção mundial de cimento em 2013 foi um pouco superior a 4.000 Mton, ou seja, um crescimento próximo a 7,5% em relação ao montante produzido em 2012. No quadro abaixo é fácil observar as diferenças entre os diversos países do mundo em relação a produção de cimento no mundo, apenas a China, Índia e EUA mantiveram suas posições no ranking comparativo com 2005. Mesmo os Estados Unidos mantendo sua posição de terceiro no mundo, perdeu produção de 22% em relação ao ano de 2005, tendo, na outra ponta e sempre na primeira posição a CHINA que cresceu 122% nesse período e países como o Vietnã que figurava na 17ª psosição em 2005, de lá até 2013 sua produção de cimento cresceu surpreendentes 124%, levando o país, em 2013 a see posicionar como o 8º maior produtor de cimento do mundo. Bem colocado em relação a outras grandes economias, o Brasil cresceu mais que a média mundial no período, já que quase dobrou (cresceu 94%) sua produção de 2005 e o mundo cresceu “apenas” 73%.

O CIMENTO, assim como o petróleo ou o aço, é uma das mercadorias vitais para o crescimento das economias. Nenhum outro material é tão versátil quanto o cimento, quando se trata de construções prediais, de estradas, ou grandes obras de infraestrutura.  O mercado mundial de cimento é gigantesco e movimenta cerca de US$ 250 bilhões de dólares/ano, sem contar com a China, que responde por mais da metade da produção e do consumo mundial, sendo abastecida, praticamente, por empresas locais e, entre elas, alguns dos maiores produtores de cimento do mundo, como a gigante estatal chinesa a CNBM (China National Building Material ) que é a maior produtora de cimento mundial, com capacidade instalada de 343 milhões de toneladas de cimento por ano, bem a frente da conhecida HOLCIM, da Suiça, cuja capacidade instalada em 2012 era de 218 Mt/ano e da não menos lembrada como uma das maiores do mundo, a francesa LAFARGE com 217 Mt/ano. Cabe observar que a Brasileiríssima Votorantim já se encontra na 10ª posição no ranking mundial (quando junto com as Chinesas) e a 7ª maior cimenteira do mundo sem a China.

 

No gráfico de 2012 a CIMPOR, 12ª do mundo, ainda figura independente da ITERCEMENT, holding cimenteira do Grupo Camargo Correia, que após a aquisição da portuguesa CIMPOR, em 2013 deverá se posicionar entre os 10 maiores grupos cimenteiros do mundo.

O que chama atenção é o tamanho da indústria cimenteira da China, não só pelo volume do mercado local, como pelo tamanho dos players lá instalados, onde entre os 10 maiores do mundo, três gigantes chineses aparecem na lista e eles, juntos, somam 617 Mton/ano de capacidade instalada, nada menos que 42% do total das capacidades instaladas dos 10 maiores cimenteiros do mundo em 2012 estão nas mãos dos chineses, sendo que 38% estão nas mãos de duas estatais chinesas a CNBM e a Anhui Conch, 1ª e 4ª maiores do mundo em capacidade instalada.

Depois de alguns anos difíceis, com a construção em queda em alguns dos países mais ricos do mundo, a recuperação parece enviar pequenos sinais. A demanda está se recuperando, porém quase todos os grandes grupos ainda lidam com resultados negativos em seus balanços.

Por ser um material de baixa relação preço/preço, o cimento é produzido em grandes plantas próximas, tanto das minas de calcário, que fornecem a principal matéria prima, como dos grandes mercados consumidores. O transporte pesa tanto nos custos de comercialização que raramente essa mercadoria viaja mais de 300 quilômetros por estradas, por isso, os seus mercados tendem a ser locais com pouco comercio internacional.

Desde 2009 as exportações são inferiores a 5% de todo o cimento produzido no mundo.

Os investimentos para a construção de uma fábrica são elevados e uma nova planta para produzir cerca 1 milhão de toneladas por ano, terá que investir cerca de US$ 200 milhões e por essas características a indústria cimenteira, em todo o mundo, tende a ser um oligopólio natural, o que atrai, invariavelmente e periodicamente, o interesse dos órgãos reguladores de preços em quase todos os países.

Apenas cerca de 3% da produção mundial é comercializada através de plantas fronteiriças, com excesso de capacidade que escoam parte de suas produções, os excedentes, para os países vizinhos, quase sempre praticando preços muito aquém dos praticados internamente, destruindo os preços e as margens dos produtores locais o que faz com que os preços internacionais, locais, sejam melhores em lugares distantes de grandes exportadores como a China, Japão ou Turquia, e, também naqueles países sem acesso ao mar.

Embora o comércio de cimento não possa ser global, o consumo segue o mesmo caminho que outras commodities amplamente negociadas que tem uma estreita correlação com a expansão econômica.

Nos últimos anos, a demanda nas economias emergentes aumentou consideravelmente, uma vez que para urbanizar e industrializar esses países, eles já consomem cerca de 90% da produção de cimento do mundo e esta percentagem deverá continuar crescendo. Nos países ricos, desenvolvidos do ponto de vista de infraestrutura, a demanda por cimento tende ao declínio, principalmente após a crise mundial, onde países ricos como Espanha, França e outros, sofreram quedas substanciais no consumo do produto, levando-os de volta a volumes alcançados na década de 70.
 
 

Nos últimos vinte anos os maiores produtores mundiais de cimento, diante da constatação do declínio nas taxas de crescimento em seus mercados domésticos, passaram a comprar plantas ou grupos em países em emergentes. A Holcim, com sede na Suíça, agora já participa com cerca de 70% dos lucros do mundo em desenvolvimento (sem a China) e a Lafarge, da França, não fica muito atrás. Mas na corrida para comprar as melhores empresas locais, os gigantes de cimento, com excessos de capacidade instalada, deixam um “rastro de destruição nos preços”, de acordo com Phil Roseberg da Sanford C. Bernstein, empresa britânica de pesquisas.

Desde o início da crise financeira, as grandes cimenteiras sofrem com as quedas nas vendas nos países mais ricos, forçando-os a buscarem novos mercados nos países emergentes. O natural aumento na capacidade instalada nos países em desenvolvimento, advindos, em parte pela chegada desses produtores gigantes, empurraram os preços para patamares nocivos, tanto para as empresas locais como para os players globais.

Mesmo assim, alguns especialistas acreditam que as bases para a recuperação do mercado global de cimento foram estabelecidas. A maioria das grandes multinacionais começa a apresentar melhores resultados, mesmo que via redução nos custos, como também por bons sinais que emanam de mercados específicos. A demanda continua ascendente no continente asiático. O consumo chinês deve crescer 6% neste ano de 2013. A indústria da construção dos Estados Unidos está se recuperando (Os Estados Unidos deverão crescer 2,6% em 2013) e mesmo com sinais não tão animadores na Europa, onde se espera crescimento nulo para o PIB europeu em 2013, algumas previsões otimistas são divulgadas, como os anunciados crescimentos previstos para o PIB europeu para 2014 e 2015, respectivamente de 1,4% e 1,9%.

A conta de energia elétrica, responsável por uma fatia considerável nos custos da indústria cimenteira, tem aumentado em todos os países, porém a queda nos preços do carvão, causada por uma grande oferta de gás, está reduzindo as contas de energia das indústrias e os preços ainda elevados dos combustíveis desencorajam as empresas a percorrerem longas distâncias, o que de certa forma preserva os preços e as margens de empresas locais.

As perspectivas mais otimistas, no entanto, podem não durar muito tempo, já que algumas economias emergentes se aproximam do fim de suas fases de “fome por cimento” que deu e continua dando grande celeridade ao ritmo das construções.  De acordo com Phil Roseberg, a demanda por cimento na Turquia e na Malásia e até mesmo em algumas regiões da China, pode atingir o pico nos próximos cinco anos, embora de acordo com a visão Kong Xiangzhong dirigente da Associação Chinesa de Cimento, o mercado chinês deverá continuar crescendo, pelo menos, pelos próximos 10 anos. Pelo sim e pelo não, a esperada recuperação do mercado poderá não ser tão durável e tão concreta como os produtos a base do nobre material.
 
 

 
FONTE: Cimento.org.
Um abraço.
Luiz Brancão - Blogueiro do cimento
 

sábado, 20 de setembro de 2014

NOVA FÁBRICA DE CIMENTO EM ALAGOAS


CIMENTO ZUMBI
 
Actualmente a fábrica Cimento Zumbi está em construção. Ocupará uma área de cerca de 50.000m2 e terá uma capacidade de produção até 65 toneladas por hora.

A empresa enquanto fabricante de cimentos com início de produção previsto para 2014, irá respeitar todas as normas, criando produtos de qualidade, que nos permitirão dia após dia fortalecer a presença da marca no mercado actual, garantindo a certificação dos seus produtos conforme as Normas Brasileiras. Estes serão permanentemente sujeitos a controlo de qualidade, valendo-se da melhor tecnologia disponível para o efeito, desde o início de produção até chegar ao consumidor.

A Cimento Zumbi ocupará uma área de 50 mil m² do Polo José Aprígio Vilela. Com um investimento de R$ 10 milhões e uma capacidade  de produção de até 65 toneladas de cimento por hora, a indústria ofertará 58 empregos diretos e 173 indiretos. A unidade levará de quatro a cinco meses para iniciar a fase de testes e outro mês para começar as atividades. Dessa forma, estima-se que em meados de junho de 2014, a Cimento Zumbi estará em pleno funcionamento.

 O cimento produzido pela fábrica é o CP III, Cimento Portland de Alto Forno, como explica o diretor Carlos Silva. “Esse cimento é o mais ecológico dentre os produzidos no Brasil, pois, além da preservação das jazidas naturais e o menor lançamento de CO2 na atmosfera, aproveita o rejeito das siderúrgicas”, explica.

O secretário Luiz Otavio Gomes comentou sobre a chegada de mais um empreendimento para o estado.“Ficamos extremamente satisfeitos em saber que o governo de Teotonio Vilela Filho entrega mais uma unidade dessa importância para Alagoas, ainda em 2014. Em breve a indústria de cimento alagoana ganha um aliado para o abastecimento de mercado”, declarou.

Com uma produção de 350 mil toneladas ao ano, a indústria vem para completar o total abastecimento do mercado interno local, que apresenta uma demanda de 1 milhão de toneladas ao ano, mas ainda produz apenas 650 mil. “Quando concluirmos a instalação dessa fase, estaremos focados na ampliação da fábrica, para poder trabalhar também com exportação. Pleiteamos outros 50 mil m² de área e vamos esperar a decisão do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico Social (Conedes)”, concluiu Reginaldo Silva.
 
 
Fonte: Sites de notícias na internet

 
Um abraço,
Luiz Brancão - Blogueiro do cimento
 

NOVA FABRICA DE CIMENTO ELISABETH



A Filosofia do Empreendimento

 
O projeto da Elizabeth Cimentos se baseia na observação dos modernos conceitos de atendimento aos requisitos ambientais, sociais, da segurança do trabalho e da qualidade de seu produto final, o cimento. Vários avanços tecnológicos foram incorporados ao projeto com o intuito de obter os mais altos índices técnicos e de sustentabilidade. A relação de harmonia e interação com as comunidades do entorno da instalação fabril é outro aspecto relevante que completará a cadeia de valores almejada pelo empreendimento, e que fará da ECL uma fábrica socialmente e ambientalmente correta.
 
 
Um abraço a todos,
Luiz Brancão - Blogueiro do cimento.

NOVA FÁBRICA DE CIMENTO DA BRENNAND


A Brennand Cimentos Pitimbu / Paraíba

 
Nos mesmos moldes da fábrica de Sete Lagoas, o Grupo Ricardo Brennand está construindo uma fábrica de cimentos no Município de Pitimbu, litoral da Paraíba. A nova unidade terá modernas instalações e sistemas de controle e qualidade de última geração; equipamentos com baixo consumo de energia e layout da fábrica seqüencial, com áreas de proteção que garantem controles ambientais e melhor manuseio da matéria prima.

Na mina serão gerados 45 empregos diretos e 120 indiretos, e na fábrica serão 200 postos de trabalho direto e 600 indiretos. Durante o pico da obra, com previsão de dois anos, serão gerados 1.800 empregos diretos. Em produção, a fábrica da Paraíba terá capacidade para 3.000 t/dia de clínquer ou 1.500.000 t/ano de cimento.

Assim como em Minas, a implantação da fábrica na Paraíba deverá gerar uma série de benefícios sociais, como desenvolvimento e capacitação de mão-de-obra local, treinamento, crescimento da renda do setor privado e da arrecadação tributária, incrementando o desenvolvimento social e urbano.

 
Um abraço,
Luiz Brancão - Blogueiro do cimento.

sábado, 21 de dezembro de 2013

O MERCADO DE CIMENTO NA AMÉRICA LATINA.

FONTE: CIMENTO.ORG.

CONHECENDO O MERCADO DE CIMENTO DA AMÉRICA DO SUL.

 

Os países da América do Sul estão em estágios diferentes de desenvolvimento econômico, com indústrias de cimento de vários tamanhos e idades. Nove países, como a Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, têm fábricas de cimento instaladas e a soma de toda a produção desses países equivale a produção do Brasil, conforme mapa e países a seguir:
Argentina:
A Argentina, com suas 15 plantas instaladas, é o segundo maior mercado da América do Sul, depois do Brasil. A marca de maior participação no país é a Loma Negra, que pertence ao Grupo Camargo Corrêa do Brasil, administrada pela Holding cimenteira do Grupo, a INTERCEMENT, operam com sete plantas integradas, com capacidade instalada total de 7,7 Mt/ano e para aumentar a capacidade até 2014, estão investindo cerca de US$ 400 milhões de dólares.
A Loma Negra passa por sérios problemas no último trimestre de 2013, já que a planta do Grupo em San Juan apresentou problemas, o que afetou fortemente a oferta de cimento no país, com um forte desequilíbrio entre oferta e demanda, em um momento em que o país passa por um considerável crescimento na procura pelo produto, chegando a crescer dois dígitos, quase 11% em relação ao mesmo período de 2012, antes do problema na planta de San Juan acontecer.
No país existem três produtores locais, Cementos Avellaneda, PCR e Cementos Artigas que juntos possuem uma capacidade instalada de 7,0Mt/ano. A Loma Negra, embora nacional, pertence hoje a multinacional brasileira INTERCEMENT. Como única multinacional na Argentina, considerando que a Loma Negra é local com donos estrangeiros, apenas a Suiça Holcim, maior produtora de cimento do mundo, que produz cerca de 3,1Mt/ano em suas quatro fábricas no país.
 


 
 
Embora a indústria de cimento da Argentina tenha uma capacidade instalada de 16,8Mt/ano, o país produziu 10,7Mt de cimento em 2012. Sendo uma produção ainda menor que a de 2011, quando produziram 11,6Mt, indicando uma taxa de utilização da capacidade de apenas 60%.
Ao longo dos últimos anos, uma série de mudanças no comando das indústrias cimenteiras da Argentina tem ocorrido com frequência. A Cementos Avellaneda encampou 2,5Mt/ano da planta Olavarria e em janeiro de 2013, a espanhola Cementos Molins vendeu uma participação de 16,1% da Cementos Avellaneda para Brasileira Votorantim.
Em 2013, nos primeiros trimestres, a indústria cimenteira apresentou bons e animadores resultados em termos de produção e consumo, com aumentos substanciais na produção mensal em relação a 2012. Em maio de 2013, por exemplo, o país voltou a produzir mais de 1Mt de cimento em um único mês, fato que só ocorreu anteriormente em novembro de 2011.
A previsão de crescimento econômico da Argentina aponta para 4,6% em 2013. Se a relação histórica entre a produção de cimento e o crescimento do PIB se mantiver, haverá um crescimento substancial na produção de cimento neste ano e isso deve reforçar e animar os balanços dos grandes produtores, como a Loma Negra, que viu seu lucro cair pela metade em 2012.
Apesar da probabilidade de crescimento para a indústria de cimento, não há muito espaço para grandes aumentos no consumo de cimento no país, considerando a capacidade já instalada e a ociosa do país. Esta tendência tem sido observada nos últimos 20 anos, com a utilização de 52% da capacidade instalada no início de 1990 e de 60% em 2013, não há grandes projetos de expansão planejados ou em curso na Argentina, exceto os projetos divulgados pela INTERCEMENT para 2014, nenhuma outra movimentação nesse sentido por parte dos outros grupos cimenteiros locais.
Bolívia:
A Bolívia tem um dos menores parques industriais de cimento da América do Sul, com uma capacidade total de 2,8Mt/ano em seis fábricas de cimento instaladas no país. A primeira indústria de cimento começou com a criação da Soboce (Sociedad Boliviana de Cemento) planta que produz o Cemento Viacha desde 1928. Inicialmente com uma capacidade instalada de 65t/dia, a planta, desde então, expandiu-se para 0,5Mt/ano e atualmente a Soboce tem uma capacidade instalada de 0,7Mt/ano e mais de duas plantas no país. O restante do mercado cimenteiro e dividido entre quatro players locais, que juntos somam uma capacidade instalada de 2,0Mt/ano. Os relatórios indicam que a Bolívia produziu 2,8Mt de cimento em 2011. A previsão é que nos próximos anos, a FÁBRICA NACIONAL DE CEMENTO S.A., a “FANCESA", empresa com ações do Governo Central, Prefeitura de Sucre e da Pontifícia Universidade de San Francisco Xavier de Chuquisaca, deverão montar uma fábrica em Maragua até 2015, com um investimento de US$ 200 milhões de dólares e a empresa estatal de cimento a Ecebol, montará uma nova fábrica de cimento em Oruro-Caracollo, que deverá ficar pronta em 2018 e deseja cobrir 22% da demanda nacional. O investimento previsto é de US$ 306 milhões de dólares.



Chile:
O Chile tem sete fábricas de cimento integradas, com uma capacidade combinada de 5,5Mt/ano. As fábricas de cimento estão localizadas principalmente no centro do país, perto da capital Santiago, com uma fábrica também ao norte do país. O maior produtor do Chile é Cementos Bío Bío (CBB), que tem 2,4Mt/ano (44% da capacidade instalada do Chile) em quatro plantas no país. A CBB foi criada em 1957, em Talcahuano,cidade da província de Concepción, localizada na Região de Biobío que deu origem a marca mais famosa do país, com uma capacidade inicial de apenas 0,12Mt/ano, expandiu-se em 1978 com a aquisição da National Cement, com sua planta em Antofagasta. Em 1995, a CBB construiu a uma nova linha em Curico e no mesmo ano a fábrica de Talcahuano chegou 0,75Mt/ano. Em meados de 1998, ampliou a produção da planta em Antofagasta para 0,5Mt/ano e ao final daquele mesmo ano concluíram a ampliação da fábrica de Curico, com mais 1Mt/ano acrescidas a sua capacidade inicial.
A Cemento Mélon, desde 2000, passou a fazer parte dos ativos da LAFARGE, com sua planta em La Calera, região de Val Paraíso, com capacidade total de 0,85Mt/ano. A Holcim, com sua marca Cementos Polpaico, opera a maior fábrica do país, com capacidade de 1,6Mt/ano, instalada em Cerro Blanco, há 40 quilômetros ao norte de Santiago, ainda na região metropolitana da capital chilena.
A produção de cimento chileno caiu após um pico em 2008, quando atingiu a marca de 4,6Mt/ano, em 2011 e 2012 houve uma ligeira recuperação, com produções respectivas de 4,4Mt em 2011 e 4,7Mt em 2012. Nos primeiros seis meses deste ano de 2013, o Chile produziu 2,36Mt de cimento, com uma média de produção de cimento de 393 mil t / mês, números que apontam para uma produção total aproximada de 4,72Mt para todo o ano de 2013, uma quantidade ligeiramente superior ao montante produzido em 2012. A economia do país deverá crescer 4,6% em 2013, o que deve proporcionar um crescimento contínuo da demanda por cimento no pais a curto e médio prazo.
 
 
Colômbia.

Na Colômbia existem 16 fábricas de cimento em operação e estão localizadas, principalmente, ao norte e oeste do país. O parque industrial cimenteiro colombiano é bem desenvolvido, com capacidade instalada próxima de 13,4Mt/ano. No pais operam, além da multinacional CEMEX, com 4,1 Mt/ano, a Cementos Argos com 6,2Mt/ano, que são os dois principais players do mercado. A Holcim também marca sua presença no país através da Holcim (Colômbia), com sua planta Nobsa (no estado colombiano de Boyacá, que compõem a marca da Holcim no país, conforme imagem ao lado) com capacidade de 2,1Mt/ano. Três outros produtores locais compartilham os 0,75Mt/ano restantes da capacidade instalada do país. A Cementos San Marcos, que iniciou suas operações em San Agustin, na região do Valle del Cauca em junho de 2012 e outros dois menores.
A Holcim e a Cemex entraram no mercado colombiano em 1969 e 1996, respectivamente, no entanto, a regional Cementos Argos, que opera uma série de subsidiárias é um grupo 100% colombiano, que iniciou suas operações de Medellín em 1934 e é o líder em cimento, concretos e agregados no país. A partir de 1998, o grupo se internacionalizou, com unidades na República Dominicana, Venezuela, Haiti e Panamá. Em 2012, o grupo adquiriu três fábricas de cimento nos Estados Unidos que eram da francesa Lafarge. Estas plantas estrangeiras tornaram o grupo colombiano o único grupo não brasileiro e produtor de cimento da América do Sul a operar ativos de cimento fora de suas fronteiras.
A indústria do cimento colombiano projeta uma expansão para os próximos anos. Em novembro de 2012, a Holcim Colômbia anunciou que iria construir sua segunda fábrica de cimento integrada ao custo de US$ 600 milhões de dólares, com capacidade instalada de, 2,0Mt/ano em território colombiano. O Grupo planeja bons resultados no país com o aumento nos gastos futuros do governo em infraestrutura. A Holcim espera que a demanda de cimento na Colômbia cresça dos atuais 10Mt/ano, alcançados em 2011, para cerca de 17Mt/ano até o ano de 2020, independente dos resultados pouco animadores registrados no 1º trimestre de 2013, quando a demanda por cimento caiu 7,6% em relação ao mesmo período de 2012.

 
 
 

Equador:
A indústria de cimento do Equador, com capacidade instalada de 4,1Mt/ano, tem apenas três produtores e que cada um com apenas uma planta integrada em operação: A Holcim (3,5Mt/ano), as Indústrias Guapan, uma empresa com mais de 55 anos, que produz e comercializa 0,35Mt/ano do cimento Guapan, na região sul do Equador. A Cemento Chimborazo (0,23Mt/ano). A Holcim, que entrou no mercado equatoriano em 1976, também opera uma moagem de cimento 0,5Mt/ano em Latacunga, sendo o maior produtor e detentor da maior fatia do mercado do Equador. A planta integrada da Holcim, localizado em Guayaquil, está atualmente em fase de expansão para 5,4Mt/ano com previsão de gastos de US$ 400 milhões de dólares. O processo de expansão, que começou no final de 2012, deverá ser concluso em 2014. Como na vizinha Colômbia, a Holcim está se expandindo, a fim de beneficiar a futura demanda de projetos de infraestrutura e habitação e, de fato, no Equador, no primeiro trimestre de 2013, o consumo de cimento cresceu 10,5% em comparação com 2012 e o país foi um dos três únicos do continente que registrou aumento no consumo de cimento para o período.

 

Paraguai:
O Paraguai tem a capacidade instalada para produzir 0,7Mt/ano de cimento, tendo a menor indústria de cimento dos países produtores da América do Sul. Em 2011 o país produziu cerca de 0,65Mt de cimento, uma taxa de utilização de 93% da capacidade instalada e esse nível de utilização se estabilizou desde meados da década de 1990. Em 2004, devido aos reflexos da crise Argentina, o Paraguai registrou a menor demanda, cerca de 0,47Mt/ano. Com apenas uma única fábrica de cimento no país, localizada em Puerto Vallemí, que dá nome ao cimento que produzem (Cementos VALLEM), perto da fronteira com o Brasil, essa fábrica é operada pela estatal Indústria Nacional del Cemento e tem capacidade para produzir 0,7Mt/ano (mesma capacidade instalada do país). Atualmente a fábrica vem atravessando grandes dificuldades técnicas. Uma paralisação planejada para 30 dias em março deste ano, durou mais de 75 dias, com isso aumentou a dependência do Paraguai do mercado Argentino (que passa por dificuldades desde outubro/13, devido a falhas na oferta da Loma Negra). O presidente da empresa Carlos Krussel disse que o cimento da Argentina estava sendo trazido ao Paraguai sem o pagamento dos impostos devidos e os preços mais caros de cimento no Paraguai, em comparação com os preços que chegavam da Argentina, estavam colocando a planta doméstica em sérios riscos.
Uma segunda fábrica de cimento está em construção no Villa Hayes. Uma planta 0,4Mt/ano que será operada pela Yguazú Cementos, de propriedade dos grupos brasileiros Votorantim, Camargo Corrêa e Concremix, grande concreteira brasileira. A fábrica em construção, sem data certa para a conclusão, quando em operação, a velha e ineficiente Indústria Nacional Del Cemento deverá enfrentar ainda mais problemas, correndo sérios riscos concorrenciais.

 

Peru:
Indústria de cimento no Peru, junto com a da Bolívia, é uma das maiores indústrias de cimento na América do Sul, com a capacidade de produzir 10,3Mt/ano e cimento em cinco instalações. O maior produtor é Unacem, formada em 2012 a partir de Cementos Lima e Cemento Andino. Atualmente a Unacem tem duas plantas integradas e uma capacidade total de 6,7Mt/ano, cerca de 65% do mercado total do Peru. A empresa, através de sua história como Cementos Lima (Peru e Cimento Portland antes disso), iniciou a sua história de produção desde 1916. Três outros produtores, Cemento Yura (2Mt/ano), Cementos Pacasmayo (1,3Mt/ano) e Cemento Sur (0,3Mt/ano) têm uma planta cada. A Cementos Pacasmayo mais do que dobrou seu lucro em 2012 com o aumento das vendas para obras públicas e de infraestrutura a Cemento Yura, do Grupo Glória que além de cimento e concreto, produzem alimentos e leite, está construindo uma nova linha de produção 4500t/dia de cimento, com um investimento de US$ 217 milhões de dólares, fora a planta integrada, o grupo está construindo uma moagem para aumentar a capacidade em 2014 e 2016 e essa produção adicional deverá ser direcionada aos mercados do Sul do Peru e para o pequeno país vizinho da Bolívia..
Essas expansões são consistentes com uma tendência recente de maior consumo nacional de cimento, devido ao setor da construção e imobiliário. A demanda por cimento subiu 3,7% em 2011 e os despachos subiram 15% em 2012. Os despachos voltaram a crescer 11,4% no primeiro semestre de 2013, já que o país apresentou uma das economias de maior crescimento no continente em 2012 e espera-se que continue a crescer fortemente em 2013, o que irá certamente alavancar a demanda por cimento no curto e médio prazo no país.

 

Uruguai:
Atualmente, existem quatro fábricas de cimento integrados em operação no Uruguai, duas das quais são operadas pela Administración Nacional de Combustibles Alcohol y Portland (ANCAP) e as outras duas são operadas pela Cementos Artigas. A ANCAP tem atualmente uma capacidade instalada, nas duas plantas de apenas 0,56Mt/ano mas, atualmente, está em expansão, com a construção de uma nova planta. A ANCAP é um dos três Grupos que está construindo uma nova fábrica, localizada ao sul do país. Os outros Grupos são o Brasileiro Votorantim e o Espanhol Cementos Molins. As três empresas estão focando um suposto aumento na procura de cimento do Brasil, devido aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Mesmo com a venda de cimento no sudeste do Brasil apresentando o menor crescimento percentual do país até outubro de 2013, em comparação ao mesmo período de 2012, a construção de uma planta no Uruguai, especificamente para abastecer o mercado de fora do país, representa uma nova, interessante e diferente estratégia, já que um dos principais impulsionadores do projeto é o país de destino do cimento (Brasil), porém, por outro lado, os grupos investidores esperam que haja uma maior procura por cimento no país paro os próximos anos.
A Cementos Artigas, que é propriedade da Cementos Molins e da Votorantim Andina, opera uma fábrica de cimento 0,5Mt/ano em Verdum, no sudoeste do país e também opera uma moagem de cimento em María y Orticochea Garzón, na região de Montevidéu.

 

Venezuela:
Atendendo as demandas do Socialismo Chavista do Século 21 da Venezuela, várias áreas de empresas privadas e instalações industriais foram expropriadas nos últimos anos. Isto inclui a maioria das fábricas de cimento, que foram forçosamente adquiridas pelo governo Venezuelano, “tomadas” de produtores de cimento nacionais e multinacionais.
O resultado desse processo de re-nacionalização é que a Fábrica Nacional de Cementos (FNC Venezuela) agora opera com seis fábricas de cimento integradas e têm uma capacidade instalada de 8.2Mt/ano. Uma outra planta, que produz 1.8Mt/ano, está sob o controle de Indústria Venezuelana de Cementos (Invecem), que também é controlado pelo governo do país. A planta de Cerro Azul, que produz 1Mt/ano de cimento no Município Piar, também é administrada por uma estatal venezuelana que começou a produzir cimento no final de 2012.
Apenas uma fábrica de cimento, com capacidade de 0.75Mt/ano, a planta de Cementos Catatumbo, na Vila Del Rosário, no estado da Zulia, permanece em mãos da iniciativa privadas. Isso significa que 94% da capacidade instalada de cimento do país está totalmente sob controle do governo.

Antes de 2008, o cenário da indústria de cimento na Venezuela era muito diferente, com os principais players apostando no país, como a Lafarge, Holcim e Cemex. A francesa Lafarge era proprietária de fábricas no estado de Táchira, na região dos Andes e de uma outra planta na cidade de Ocumare del Tuy, em Miranda, região metropolitana de Caracas. A mexicana Cemex possuía as plantas nos estados de Lara, no porto de Pertigalete e outra em Maracaibo, capital da Zúlia. As fábricas controladas pela Holcim em San Sebastian, no estado de Aragua e outra em Puerto Cumarebo, capital da Zamora. Todas as plantas foram expropriadas e assumidas pela Invecem. A Cementos Andino, produtor local, com sua fábrica em Money, no estado do Trujillo, também teve sua fábrica tomado pela estatal FNC Venezuela.
Nos casos da Lafarge e da Holcim, as multinacionais decidiram permanecer com uma minoria das ações das indústrias venezuelanas, mas com a Cemex o processo de expropriação foi mais complexo. O governo determinou que os ativos da Mexicana fossem desapropriados em abril de 2008, mas a Cemex não concordava com os valores oferecidos pelo governo de Hugo Chaves à época, que somava US$ 600 milhões de dólares. A Cemex exigia o pagamento de US$ 1,3 bilhões de dólares e o “desacordo” foi fechado no final de 2011, vencendo a oferta imposta pelo governo de Chaves.
A expansão da capacidade instalada de cimento no país é prioridade para o governo atual. Novas linhas estão chegando à fábrica Monay- Trujillo (FNC), bem como para a planta San Sebastian (Invecem), enquanto que o governo investe na construção de mais uma fábrica, a planta de El Pinto em Cerro Azul, prevista para começar a operar em 2016 e que deverá produzir 1Mt/ano de cimento.
Embora a capacidade instalada de cimento esteja aumentando no país, o consumo e produção da Venezuela têm variado muito nos últimos anos. A produção aumentou de 6.3Mt em 1991 e bateu o recorde em 2006, quando chegou a 11Mt/ano, em seguida, no ano seguinte, a produção e o consumo caíram drasticamente para cerca de 8Mt/ano e, desde então, estabilizou-se em torno desse número, variando de 7.5 a 8.5Mt/ano. Com cerca de US$ 600 bilhões de dólares destinados, pelo governo venezuelano, aos projetos sociais, econômicos e de infraestrutura para o período 2013-2019, a demanda por cimento tende a crescer novamente se o governo acertar na implementação das políticas previstas.
 
 
Um abraço a todos.
Luiz Otavio Brancão - Blogueiro do Cimento.


 

domingo, 17 de novembro de 2013

Chefe ou Líder.




Dia 17 de novembro realizei minha primeira Palestra sobre Liderança.
O evento fez parte de uma Ação de Voluntariado na casa Shalom, em São Miguel dos Campos.







Ao longo de 30 anos de carreira profissional, trabalhei com vários Chefes e Líderes, realizei inúmeros treinamentos e passei por várias experiências, que me ajudaram a formatar um conceito bastante prático de como ser um Bom Líder. 

Como parte de um desenvolvimento pessoal e profissional, coloquei este desafio de fazer Palestras sobre Liderança. Minha intenção é passar para minhas equipes de trabalho e para outras equipes externas um pouco do que aprendi e vivenciei nestes anos todos.
É um desafio e, portanto uma oportunidade e estou feliz por começar a realizar este plano individual, que acredito vai ajudar no meu crescimento como Líder e como ser humano. Acredito ter dado o pontapé inicial para a realização de um sonho: Ser Palestrante.
Esta primeira Palestra foi muito bom. O público esteve interessado e participou bastante.
Segue abaixo um pouco da teoria da diferença de Chefe e Líder.

Fonte: http://www.sbcoaching.com.br/


De primeira, pode parecer que para comandar uma equipe, é necessário ser chefe dela, mas há muita diferença entre chefiar e liderar.
As pessoas têm a mania de confundir os dois, às vezes por falta de experiência ou até mesmo falta de tato, sem contar que um líder pode ser um chefe, mas um chefe não pode ser um líder. Ficou confuso? Então confira as principais diferenças entre chefiar e liderar.







Um chefe
Tem tendência a comandar pessoas, impor ordens e ser autoritário. Também é conhecido por centralizar o poder e pensar apenas nos resultados e lucros. Os chefes são temidos e não respeitados, seus funcionários geralmente são pessoas que não se sentem abertos a relatar problemas e muito menos pedir conselhos quando têm dúvidas. O chefe vê seus funcionários como subordinados que devem seguir suas ordens da maneira que ele acha mais eficaz, sem pensar no bem-estar coletivo. Ele nunca incentiva ou motiva, já que acha que realizar um trabalho excelente é dever do funcionário e, quando isso não é visto, ele faz questão de apontar os erros. O chefe joga a responsabilidade em cima de sua equipe quando algo não dá certo e se vangloria quando um objetivo é alcançado.
Um líder
Conduz as pessoas e as inspira. É conhecido por ser um motivador de sua equipe, mostrando a direção que devem seguir e, mais importante, ir junto. Os líderes têm tendência a serem muito respeitados por seus funcionários, e o respeito têm muito mais eficiência do que o temor. O líder busca não só resultados, mas a melhor maneira para ele e para a equipe conseguir alcançá-los, já que ele não pensa no poder como algo centralizado e sim uma responsabilidade que deve ser dividida. O líder não costuma dizer que tem subordinados, e sim uma equipe, ou um time. Ele ouve as pessoas ao seu redor e está sempre disposto a tirar dúvidas.  Ele procura trazer o melhor de cada um à tona e valoriza as habilidades dos indivíduos, respeitando suas dificuldades e trabalhando junto com a pessoa para ajudá-la a superá-las. O líder se responsabiliza junto com sua equipe quando algo não dá certo e divide a glória quando o objetivo é alcançado. Algumas pessoas já são líderes natos, outras precisam se aperfeiçoar. Uma boa liderança pode trazer benefícios para a empresa, pois uma equipe bem conduzida e mais motivada se torna mais eficiente.


No texto abaixo podemos entender um pouco mais esta diferença entre Chefe e Líder.

Normalmente, as pessoas não sabem. Isso acontece, pois estão com as cabeças fechadas por conta do que é vivido e imposto. Asseguro que, caso soubessem, muitos não estariam nas condições que estão e não aceitariam passar pelo que passam.
Chefe é o que a maioria de nós tem. É aquele que recebe ordens e dá ordens. O cargo dele foi atribuído com base em normas institucionais ou organizacionais. É a mais pura expressão de ordem social que define diferenças de status e, por conseguinte, de poder e autoridade dentro do grupo.
A liderança é algo maior que a “chefia”. O líder é aquele que tenta sempre manter a equipe motivada, trabalha junto com o grupo, que busca sempre aprender, melhorar e passar adiante o seu aprendizado. Ele se preocupa com as pessoas e com o desenvolvimento delas, sabe dar feedbacks construtivos e, em conjunto, te ajuda a melhorar como profissional e, muitas vezes, pessoalmente também. Para ele, você não é só um número, tenha certeza disso.

Às vezes, temos a sorte de ter um chefe-líder, mas isso é muito raro. Normalmente isso acontece fora do mercado tradicional, quando a pessoa está no outro lado do quadrante. Mas por quê? Simples: o seu chefe pode ser um líder, mas se tiver alguém acima dele, e esse alguém não for um líder, o seu chefe terá que obedecer a ordens, e você voltará a ser visto como um número.

O mais importante a respeito de um líder é o seguinte: o verdadeiro líder é aquele que lidera pelo EXEMPLO. Ele busca seu desenvolvimento pessoal e profissional e as pessoas o colocam naquela posição. Para elas, aquela pessoa é um exemplo a ser seguido e é o que passam a fazer.
Dentro das empresas, isso assusta muita gente, principalmente se você for um líder e tem um chefe, ou vários chefes. Eles têm medo de você, do que você é capaz de fazer, porque dentro do sistema tradicional, o seu chefe tem medo que você puxe o tapete dele. Mas, sendo um líder, não é isso que você busca. Sim, você quer ser reconhecido, mas o líder não puxa tapete. Se, por acaso, seu chefe for mandado embora e você assumir o cargo dele, foi porque ele escorregou no próprio tapete.

Portanto, não seja ganancioso. É importante sermos ambiciosos, termos objetivos, pensarmos grande. Mas nunca esqueça que você não está sozinho nesse mundo e que, sendo uma pessoa melhor a cada dia, o seu exemplo servirá para que outras pessoas se inspirem. Quem sabe, aos poucos, com a mudança das pessoas, o mundo não mude?
Seja um Líder. Seja Feliz e alcance bons resultados profissionais e na vida pessoal.

Um abraço a todos.
Otavio Brancão - Blogueiro do Cimento